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Cartórios: apenas 156 optaram por privatização na Bahia

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18/01/2012

Balanço parcial do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), divulgado no site da instituição, mostra que, dos 1.680 cartórios existentes no Estado, apenas 156 optaram pela privatização. O número não é definitivo, já que muitos dos que exerceram o direito de mudar o status de servidor público para empresário fizeram a solicitação em 9 de janeiro,  último dia do prazo determinado pela Lei 2352/11,  e ainda não foram computados. Por enquanto, dos 156 pedidos de titulares de cartório, 49 foram deferidos,  85 estão sendo investigados por irregularidades de diversos tipos – desde reclamação de clientes a processos mais significativos, cujo teor não é divulgado pelo Tribunal, 20 precisam regularizar a documentação e dois foram indeferidos.

O número,  pequeno diante da quantidade de cartórios no Estado, representa os poucos que têm uma atividade rentável, cerca de 220, segundo o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado da Bahia (Sinpojud). “Boa parte não optou pela privatização porque  está vago”, ressalta a diretora de assuntos jurídicos do Sinpojud, Jaciara Cedraz.

Segundo o coordenador de Arrecadação Tributária do TJ, José Valdice Ferreira, são 500 cartórios vagos no Estado. “Este número tende a aumentar com a privatização, pois quem não optou ficar como titular no modelo privatizado, terá que entregar o cartório”, diz. “Nesses, servidores acumulam funções e não recebem nada por isso”, denuncia Jaciara. Ferreira  confirma que são cerca de 200 os cartórios rentáveis no Estado, tomando-se como referência uma arredação acima de R$ 120 mil/ano.

“Os que não arrecadam nada somam 1.300 cartórios”, diz ele, destacando que estes são os de registro de nascimento e óbitos, com serviço gratuito. “Os demais arrecadam até R$ 120 mil”, explica, ressaltando que um dos objetivos da privatização é alterar esses números. “Espera-se elevar para o nível de rentável cerca de 400 cartórios”, diz.

Investimento - Segundo o Sinpojud, é motivo de preocupação para o servidor que fez a opção de permanecer como titular de cartório no sistema privatizado o prazo entre a sua exoneração e a sua posse, que só vai acontecer quando da vigência da nova tabela de custas, no dia 23 de março. “O servidor não pode ficar sem salário nesse período”, diz Jaciara.  Ferreira  discorda.  “O servidor não pode ser exonerado e continuar recebendo salário”, argumenta. “Uma pessoa que não pode ficar sem salário por um período tão pequeno não tem condições de assumir o cartório”, diz, estimando que para isso será preciso investimento inicial de R$ 80 a R$ 100 mil.

Ao se transformar em titular de um cartório privatizado, o servidor público terá que arcar com aluguel do prédio, equipamentos, treinamento de pessoal e demais investimentos. “A exoneração é feita concomitantemente à delegação para a nova função”, diz Ferreira, que explica o porquê de a delegação só poder ser efetivada após a vigência da nova tabela. “Atualmente, por ser do serviço público, a tabela é de custas. Com a privatização, terá que ser transformada em tabela de emolumentos”, diz ele.

Segundo o Sinpojud, existem cartórios que arrecadam algo em torno de  R$ 2 milhões/ano. “São cartórios de notas e registro de imóveis e os de protesto”, diz Jaciara.


Fonte: A Tarde

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